Massagem Biodinâmica por Carla Guidacci

Massagem Biodinâmica por Carla Guidacci

Carla Guidacci A Biodinâmica é uma massagem terapêutica integrativa, com base neo-reichiana, criada pela psicóloga e fisioterapeuta norueguesa Gerda Boyesen. Propõe um caminho de autoconhecimento e integração entre psique e corpo. É um convite à experiência de maior contato e escuta do próprio corpo. Favorece o relaxamento, auxilia no desbloqueio da respiração, na ativação do peristaltismo, no desenvolvimento da autorregulação do individuo e na fluidez entre corpo sensorial, emocional e simbólico.

Um trabalho que comunica uma mensagem através das mãos, do toque delicado, do contato sutil e cauteloso, com qualidade afetiva, sensível, um toque de conforto e segurança de base. Cada corpo é uma unidade psico-somática-afetiva, uma história de vida.

Esta massagem se dá como um processo terapêutico. A qualidade do trabalho está no tempo orgânico, na proximidade com a natureza e seus ciclos. O princípio da auto-regulação é o do tempo interno, intrínseco ao corpo humano. O objetivo então é criar tempo e espaço de restauração e auxiliar o corpo no aprendizado do relaxamento, de forma receptiva. A receptividade aqui é a da sensorialidade. Sensações, sentimentos e imagens podem aparecer neste momento entre um estado consciente e o sono.

Desde a gestação, da vida fetal, existem registros a partir da sensorialidade. Tudo fica “arquivado” na memória sensorial. O toque pode despertar algum tipo de lembrança desta ordem (cheiro, gosto, audição, determinadas sensações), já que a memória somática é também sensibilidade epidérmica.

A ordem visível e palpável é o corpo real, a matéria de estrutura muscular e óssea. O que não é visível a priori é o corpo somático de estrutura psíquica, afetiva. A massagem Biodinâmica trabalha nesta inter-relação. Nutrição a partir da qualidade tátil para que o ciclo energético de carga (tensão) e descarga (relaxamento e restauração) se complete.

A proposta, portanto, é também uma inspiração analítica, já que todo e qualquer conteúdo da ordem do sensorial, emocional e imagético, que vier à tona, é convidado a ser expresso verbalmente, dentro do limite de cada um. E, principalmente, levado também às sessões de terapia do paciente, caso faça alguma, para ser aprofundado.

No momento final da possível fala integrativa do paciente, deve-se levar em questão que não há certo, nem errado, nem verdade, nem mentira. O valor está em quem está sendo tocado, na experiência vivida pelo paciente.

Com sutileza e profundidade, o trabalho é realmente restaurativo e de autoconhecimento. Um exercício de escuta, de respeito ao tempo de cada um, um cuidado bastante diferenciado.

 

 

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