Metro e Filosofia por Alexandre Bhering – Parte 2

Metro e Filosofia por Alexandre Bhering – Parte 2

Foto_AlexandreA não ser assim , tudo seria extremamente difícil , pois implicaria perguntar” o que se quer ?, e o que se quer traz o demônio do desejo , subversão perigosa , já que onde se quer o impossível nos resta um possível , e é nesse possível que podemos articular o que nos resta de liberdade .

Mas diz Bauman o binômio implica em segurança também ,e como mover transformações se a segurança fica ameaçada ? . Talvez ali naquele vagão a cena nos dissesse disso , a ritualística da monotonia diária em nome da segurança , já que uma vida sempre está entrelaçada com outras vidas ,e sabe-se lá o que se passa nas dramaticidades do conflito mesmo quando ele parece sedado .

Querendo ou não somos carregadores de vidas , há sempre outras vidas imiscuídas nas nossas que nos comprometem , nos exigem , nos avaliam , nos reprimem ou nos consolam ,e quando se cumpre a rotina de forma cabisbaixa , não é raro encontrar ali , o peso demasiado que a sentença impõe junto com o medo de fracassar .

Os artistas percebem isso e propõem  animações como alternativas à uniformidade desbotada, entram , cantam , fazem números e saem perseguidos pela polícia do sistema vigente , que parece não querer seu povo alegre , como se a alegria ao romper a hipnose pudesse levar o pensamento para outras pairagens , outras visadas oblíquas , transversas, eróticas etc , mas é notório que a vibração contagia , pois os sorrisos aparecem , acha-se motivos interativos e alguma leveza se insinua em alguma brecha onde a maldita seriedade foi traída .

Por Alexandre Bhering

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